Economia solidária e Microcrédito no Brasil
Diferenciada do capitalismo puro por consistir em uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza centrada na valorização do ser humano – e não do capital, a Economia solidária se mostra como alternativa para o desenvolvimento. No Brasil tal tendência tem crescido significativamente nos últimos anos, fato encarado como fruto tanto de uma luta dos trabalhadores pela democratização da produção quanto de uma estruturação a nível nacional de instâncias de suporte a iniciativas de economia social, como por exemplo a Secretaria Nacional de Economia Social (SENAES), criada em 2003 com o objetivo de fomentar a geração de trabalho e renda através da Economia Solidária, e o Forum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), que visa a garantir a articulação entre três segmentos-chave do movimento e questão: empreendimentos solidários, entidades de assessoria e fomento, e gestores públicos.
No Brasil, iniciativas de Economia Solidária se manifestam de variadas formas: agricultores familiares; cooperativas, associações populares e grupos informais (de produção, de serviços, de consumo, de comercialização e de crédito solidário, tanto rurais quanto urbanos); fundos solidários e rotativos de crédito; empresas recuperadas de autogestão (antigas empresas capitalistas falidas recuperadas pelos trabalhadores); ecovilas; clubes e grupos de trocas solidárias; redes e articulações de comercialização e de cadeias produtivas solidárias; agências de turismo solidário; lojas de comércio justo; entre outras. Vale notar que todos esses tem como base comum o exercício da autogestão.