La Fondation suisse Antinea part à la découverte des océans via l’expédition The Changing Oceans Expedition. Prévu sur dix ans, la mission scientifique lancée en 2009 a pour objectif de cartographier l’impact humain sur les océans de la planète. Grâce au voilier Fleur de Passion , scientifiques et éco-volontaires établissent un état des lieux de nos mers et océans afin de trouver des solutions pour les protéger. Lire la suite »
Considerada a última experiência de comunidade alternativa ainda existente na Europa, a cidade livre de Christiania está ameaçada por uma decisão recente da corte suprema dinamarquesa
Em tempos de primavera árabe, acidente nuclear e crise econômica nas zonas geográficas mais importantes do planeta, poucos são os expectadores atentos ao futuro de Christiania. Entretanto, a última experiência de comunidade alternativa ainda existente na Europa pode estar próxima de seu fim. Uma decisão recente da corte suprema dinamarquesa põe fim a uma disputa judicial de mais de seis anos entre o Estado e os residentes. A corte considerou que uma decisão governamental de 2004 não ia de encontro à Convenção Europeia de Direitos Humanos e que o Estado poderia dispor do terreno ocupado em 1971.
Localizada na zona urbana de Copenhague, Christiania foi fundada por desempregados e anarquistas como forma de protesto contra a crise de moradia por que passava a Dinamarca nos anos 60 e 70. A área ocupada pertencia ao Ministério da Defesa, mas não era utilizada há anos e consistia em um conjunto de barracões militares abandonados. Seus primeiros residentes ocuparam o terreno, pintaram os antigos balcões com cores alegres, deram nome às ruas, e logo a cidade ganhou uma bandeira, um hino e regras de convivência específicas. Um conselho foi eleito para representar a coletividade e tomar decisões relacionadas à vida comum, como a distribuição das moradias e a inserção de novos habitantes. A cidade atraiu rapidamente olhares de todo o mundo, dividindo opiniões na sociedade dinamarquesa.
Em 1989, foi beneficiada por um estatuto que dava a seus primeiros residentes o direito de dispor livremente do terreno ocupado. Não só Christiania representava uma experiência de igualdade e democracia participativa, como também contribuía para a reinserção de narcômanos e pessoas com dificuldades sociais de integração. Artistas, acadêmicos e ativistas dividiam pacificamente o terreno e o comércio de drogas leves era permitido ao redor da famosa Pusher Street. Ao proibir o uso de veículos motorizados, a coletividade pretendia ser um modelo de oposição à sociedade capitalista e ao consumismo. Polo de atração para turistas de todo o mundo, Christiania era uma exceção ao Estado, mas de alguma forma contribuía para que o governo fosse considerado tolerante. Assim, são complexas as razões que levam as autoridades a adotar uma política de “normalização” a partir da chegada ao poder do governo conservador de Anders Fogh Rasmussen em 2001.
Para os membros de Christiania, a decisão de revogar o estatuto a fim de garantir ao governo, e não aos moradores, o direito de dispor do terreno é motivada por razões econômicas. A comunidade está localizada em uma das zonas mais centrais da capital e, uma vez privatizada, o metro quadrado da área seria extremamente valioso. Destruir a cidade significaria, portanto, construir um complexo de prédios modernos para a alta sociedade. O governo evoca, no entanto, muitas outras razões.
Inicialmente, o comércio de drogas em Pusher Street teria tornado-se extremamente lucrativo e dado origem a um fluxo de tráfico ilegal na Europa. O governo estima que, antes de ser proibido e coagido pelas autoridades há alguns anos, chegava-se a vender uma tonelada de drogas diariamente em Pusher Street por traficantes profissionais, que substituíam os residentes. Segundo o governo, também o índice de criminalidade teria aumentado nos últimos anos. Para os moradores, isso seria o resultado da diminuição de investimentos da parte do Estado a fim de que a cidade se deteriore, e que ele possa em seguida trazer a ordem e a prosperidade com o apoio da opinião pública.
Disputas à parte, a questão do apoio da sociedade dinamarquesa é fundamental. Há uma insatisfação crescente de parte da população em relação a Christiania. O que surgiu como uma comunidade autossuficiente parece não funcionar perfeitamente como tal. Atualmente, boa parte dos moradores tem empregos normais e utiliza os serviços públicos de transporte, saúde e educação do país. Eles não pagam, entretanto, os altos impostos a que está submetido o resto da população, nem as altas taxas de aluguel. Instalada em um território da União e, portanto, pertencente ao povo dinamarquês; Christiania é restrita a poucos privilegiados que recebem uma autorização de estadia do conselho de eleitos. As reivindicações da coletividade já não são vistas como legítimas e seus moradores são constantemente julgados como aproveitadores, que se beneficiam do estado de bem-estar dinamarquês, sem arcar com suas consequências.
De toda maneira, uma retirada à força dos habitantes seria politicamente inviável, e as autoridades deverão sentar-se para discutir o futuro da experiência. Os residentes estão dispostos a lutar por ela e já estão juntando dinheiro através de empréstimos para comprar do governo o maior número possível de casas. Mas é difícil saber que futuro a coletividade terá agora que seus habitantes já não podem tomar suas decisões de forma autônoma. Uma coisa é certa, com Christiania morre a última utopia anticapitalista europeia. Vejamos o que resta.
Alguns links para entender melhor Christiania:
Fotos de Christiania (youtube.com)
Documentário sobre Christiania (youtube.com)
Le dernier documentaire en date du journaliste Daniel Leconte nous tient en haleine une heure cinquante six durant, livrant un portrait troublant du champs politique actuel. Il raconte la lutte acharnée que se sont livrés Nicolas Sarkozy et Dominique de Villepin sur fond de faux listing et de comptes secrets chez Clearstream. Comme le résume son réalisateur, « cette affaire a intéressé tous les français mais personne n’y a rien compris ». Et pour cause, les intrigues s’entremêlent sans fin. Une vraie pièce de théâtre dont chaque acte nous livre de nouveaux rebondissements et chaque nouveau personnage d’en complexifier l’issue finale.
Une affaire épineuse
Tout commence le 3 mai 2004 lorsqu’Arnauld Van Ruymbeke reçoit une lettre anonyme l’informant de l’existence de 16 121 comptes occultes établies dans la banque Clearstream. Cette dénonciation incriminerait un grand nombre de personnalités françaises de premier rang parmi lesquelles figurent Dominique Strauss-Kahn, la chanteuse Alizée, Laeticia Casta et le ministre de l’intérieur d’alors, Nicolas Sarkozy. Le magistrat, qui enquêtait depuis 2001 au sujet des frégates de Taïwan, y voit une formidable mine d’informations capable de l’aider à progresser dans son enquête. Quelques mois après l’ouverture d’une information judiciaire pour dénonciation calomnieuse, le magasine Le Point est informé du sujet. Les noms de Alain Gomez -ancien dirigeant de Thompson-CSF-, Philippe Delmas -vice-président d’EADS- et Nicolas Sarkozy apparaissent publiquement et menacent la carrière professionnelle de ces hauts fonctionnaires et, a fortiori la candidature du dernier à la Présidentielle de 2007. Ces listing sont-ils véridiques? Si oui les accusations du corbeau -le rapport de la DST pointe du doigt Jean-Louis Gergorin, ancien polytechnicien, puis énarque, actuel Président d’EADS et membre du Conseil d’Etat- s’avéreraient vraies et présenteraient le triste tableau d’une classe politique corrompue. De toute part, on s’indigne, on s’interroge, on s’inquiète. L’enquête se poursuit. D’incriminations en incriminations la piste remonte à trois personnages centraux: Jean-Louis Gergorin, le conseiller du ministre de la défense Philippe Rondot et l’informaticien libanais Imad Lahoud. Ils se seraient secrètement rencontrés à de multiples reprises. A quoi s’ajoute l’ombre de Dominique de Villepin qui semble étrangement plané au dessus de l’affaire… Lire la suite »
"Photo: Maurice Neyra (CC)"
http://vimeo.com/21115356
Ce lundi 14 mars, nous sommes aux alentours de 17 heures lorsqu’une Mercedes noire la dépose devant le bâtiment B 21 du campus universitaire de Poitiers. Accompagnée d’un membre du comité organisateur et de son interprète personnel, elle salue d’un grand geste de la main les quelques élus locaux ayant fait le déplacement. Les journalistes dégainent leurs appareils photos, prêts à shooter. Quant à la centaine de curieux venus assister à l’inauguration d’une rue en hommage à son combat pour le respect des droits de l’homme, ils sont aux anges. Une joie légitime, car « elle », c’est Shirin Ebadi, l’iranienne prix Nobel de la paix en 2003. Lire la suite »
Lorsque les premiers cris de la Révolution du Jasmin se firent entendre à Sidi Bouzid, rares furent ceux qui pouvaient imaginer l’ampleur de ce mouvement. Aujourd’hui, ce n’est plus seulement la Tunisie qui a connu une révolution et a renversé sont “Président”. Après 18 jours de manifestations, l’Égypte vient lui aussi d’entrer dans une nouvelle ère dont on ne connaît pas encore les conséquences ou la portée.
Le discours de Moubarak du jeudi 10 février 2011 était marqué de “Expectations and frustration”. Malgré la pression venue des Etats-Unis, le “Pharaon” avait déjà dit qu’il ne quitterait jamais le territoire égyptien, et par la suite affirmait qu’il ne quitterait pas le pouvoir. Le monde a eu peur de ce que le futur pouvait réserver pour l’Egypte, après le discours du jeudi soir. On ne s’y attendait plus à ce qu’il résigne. Ou on le tuait ou la révolution éclatait.
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Pour la 23ème année consécutive, la journée du 1 décembre fut dédiée à la lutte contre le sida. Conceptualisée en 1988 lors du Sommet des ministres de la santé sur les programmes de prévention du sida, la journée mondiale de la lutte contre le sida est l’occasion d’une sensibilisation du public à la triste réalité de cette épidémie : plus de 25 millions de morts et près de 60 millions de personnes affectées depuis l’apparition de la maladie. La lutte vise, malheureusement, un adversaire de taille. Depuis sa première manifestation en 1980, le virus s’est propagé de par le monde à une allure surprenante. En 1990, 7,3 millions de personnes vivaient avec le VIH ; fin 2009, ils étaient 33,4 millions. Parmi eux, 2,1 millions d’enfants de moins de 15 ans.1
L’épidémie sévit particulièrement sur certaines régions. En décembre 2009, on comptait en Afrique subsaharienne plus de 22,4 millions de personnes vivant avec le VIH ; 3,8 millions en Asie du Sud et du Sud-Est, 2 millions en Amérique Latine… De tels chiffres mettent en évidence une réelle disparité régionale ; cependant le sida n’en reste pas un moins une épidémie sans frontière. Ralentir l’épidémie, lutter contre sa propagation, inverser la tendance est un devoir collectif, une exigence mondiale. En signant la Déclaration du Millénaire, 191 Etats s’engagent sur cette voie. Lire la suite »
Silence. Quelle rare sensation que celle de me réveiller à Buenos Aires ce matin-là. Sans bruit. A 15 heures. Sans aucun bruit de la rue… L’antinomie, l’incompatibilité des termes me suggère de me rendormir. Je dois sûrement être en train de rêver, peu consciente de l’ambiance lourde qui pèse dehors. Peut-être devrais-je monter les persiennes ? …
Le silence de mort qui règne m’extirpe enfin des bras de Morphée ; et m’aspire par la fenêtre. Et alors que ma rétine capte la chaleur solaire, aucun son n’atteint mon oreille. Lire la suite »
À l’heure où le Ku Klux Klan n’est plus que l’ombre de lui même, les États Unis doivent pourtant faire face à l’émergence d’un groupuscule d’extrême droite particulièrement dangereux, le National Socialist Movement. Les membres du NSM se sont récemment faits remarqués lors d’une manifestation contre l’immigration illégale à Los Angeles. Arborant fièrement le svastika et brandissant des drapeaux néonazis, leur frénésie de violence ne fût alors freinée que par l’intervention des forces de l’ordre. Incitant à une haine raciale apparemment sans limites, les vingt-cinq points du NSM sont devenus le cauchemar de toute une nation.

"Photo: Jaime de la Cruz (CC)"
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Il est désolant de constater que quand on annonce à un groupe d’élèves parisiens de SciencesPo, l’enthousiasme en berne, qu’on veut faire sa troisième année en République Dominicaine, chacun d’entre eux se retient d’esclaffer de s’esclaffer de rire. La plage et les cocotiers: rien de très sérieux tout ça…n’est-ce pas ?
Combien d’entre eux crieraient au scandale si on s’amener à réduire la Chine, nouvelle destination en côte pour la troisième année, aux bars branchés dont regorgent Pékin et où vont épancher leur luxure les petits expats universitaires ?
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Une répétition…
C’est mercredi soir, rendez-vous à 19h45 dans l’amphi du bâtiment de Sciences Naturelles de l’UFR de Poitiers. Peu à peu, la salle se remplit au fur et à mesure que les plus de cent choristes arrivent et s’installent à leurs pupitres. C’est un tableau assez pittoresque : des hommes et des femmes, certains avec des barbes ou des moustaches grisonnantes, d’autres en jeans et portant leurs sacs de l’université. En effet, la chorale regroupe des chanteurs de tous les âges : membres du personnel et étudiants de l’université sont bienvenus, tout comme les étudiants faisant leur cursus ailleurs.
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